Vivemos em um mundo recolonizado? Quais diferenças entre o colonialismo clássico, caracterizado pela ocupação militar direta e pela administração política de um país sobre outro, e as estruturas de poder atuais? As Gestalt-terapeutas se organizam na contemporaneidade de modo a elaborar posicionamentos e intervenções política e clínica para o enfrentamento da colonização da mente e do corpo. Combater a domesticação do corpo e as novas formas de opressão na era digital e científica requerem da clínica gestáltica estratégias focadas em devolver a autonomia, a presença e a dignidade as pessoas. O objetivo dessa palestra é refletir criticamente acerca dos discursos de tendência essencializante sobre as alterações corporais na atualidade provocadas pela busca de superação da finitude, por meio da IA; padronização estética da subjetividade; Pensar e criar estratégias educativas e terapêuticas gestálticas para desconstruir a experiencia padronizada.
PALESTRANTE
Adelma Pimentel
Profa Titular na UFPA - Programa de Pós-graduação em Psicologia Doutorado em Psicologia Clinica pela PUC SP – 2002. Livro: psicodiagnóstico em Gestalt-terapia pela Summus SP. Pós-doutorado em psicologia e psicopatologia do desenvolvimento pela UEVORA/PT - 2010. Pós-doutorado em Ciências da Saúde pela UNIFESP - 2013. Pós-doutorado em Saúde Coletiva pela UFPR 2024. Orientadora de Mestrado, Doutorado e Pós-doutorado. Criação do NUFEN: Núcleo de pesquisas fenomenológicas no Diretório de Pesquisas do CNPQ – 2002. Editora gerente da Revista NUFEN: Phenomenology and interdisciplinarity. Linha de pesquisa: fenomenologia Teoria e Clínica.
PESQUISAS ATUAIS: • Enfoque decolonial da vivência do racismo e das formas de resistência • Abertura à experiência: aproximações da GT e da psicopatologia fenomenológica em torno do sofrimento neurótico • Efeitos discursivos essencialistas sobre o corpo: de quem? Para quem?