Solidão como condição existencial: uma leitura fenomenológico-existencial de Eu que nunca conheci os homens
Loneliness as an Existential Condition: A Phenomenological-Existential Reading of I Who Have Never Known Men
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22286523Keywords:
solidão, isolamento social, fenomenologia, psicologiaAbstract
Este artigo propõe uma leitura fenomenológico-existencial de Eu que nunca conheci os homens (1995/2021), de Jacqueline Harpman, visando compreender a solidão não como mero efeito do isolamento social, mas como dimensão originária do existir. Trata-se de ensaio teórico-hermenêutico fundamentado na ontologia de Martin Heidegger, em diálogo com a psicologia fenomenológico-existencial. A narrativa é interpretada como campo de desvelamento de desamparo, liberdade, finitude e responsabilidade. A ausência do outro não extingue o ser-com, mas evidencia sua estrutura ontológica, revelando a tensão entre coexistência e estar-só. Sustenta-se que a solidão pode constituir possibilidade de singularização e abertura ao sentido, ampliando sua compreensão na psicologia contemporânea e indicando implicações para a clínica fenomenológico-existencial.
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