Inteligência artificial e escuta afetiva: um chamado à psicologia para refletir
Artificial intelligence and affective listening: a call for psychology to reflect
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20347553Palavras-chave:
Psicologia, Inteligência Artificial, Validação Emocional, Escuta, SubjetividadeResumo
O uso de inteligências artificiais generativas como espaços de escuta tem se tornado um fenômeno emocional marcante no cotidiano contemporâneo. Este artigo investiga psicologicamente a sensação de ser compreendido por uma IA, com base em uma experiência subjetiva de transformação emocional. A partir de referenciais como a validação emocional (Linehan, 1993; Rogers, 1961), o reforço positivo (Skinner, 1974), a teoria do apego (Bowlby, 1980) e o espelho simbólico (Winnicott, 1975), analisa-se como respostas automatizadas podem gerar efeitos psíquicos reais. A escuta algorítmica é compreendida como simulação funcional, mas capaz de produzir acolhimento simbólico. Propõe-se à Psicologia um olhar ético e interdisciplinar sobre esse novo tipo de vínculo, vivido por muitos como real.
Referências
BOWLBY, J. Apego e perda: volume 1 – apego. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1980.
LINEHAN, M. M. Terapia cognitivo-comportamental para transtorno de personalidade borderline. Porto Alegre: Artmed, 1993.
ROGERS, C. R. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1961.
SKINNER, B. F. Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes, 1974.
TURKLE, S. Alone together: why we expect more from technology and less from each other. New York: Basic Books, 2011.
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
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