Posso envelhecer? Pistas para um cuidado antietarista em Gestalt-terapia
May I grow old? Pathways toward anti-ageist care in Gestalt therapy
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22753255Palavras-chave:
Gestalt-Terapia, Etarismo, Envelhecimento, Corporeidade, InterseccionalidadeResumo
O ensaio teórico analisa como o etarismo condiciona o contato e o reconhecimento dos corpos que envelhecem, discutindo implicações para a clínica gestáltica. A partir de uma leitura interpretativa, articula a teoria do self e a corporeidade à perspectiva interseccional e aos estudos do envelhecimento. Examina como gênero, raça, classe e sexualidade participam da distribuição desigual de recursos e possibilidades de pertencimento, incluindo as velhices LGBTQIA+. Sustenta que o sofrimento deve ser compreendido nas relações e nas condições concretas de existência, sem reduzi-lo a déficits individuais. Propõe uma escuta encarnada que acolha desejos e perdas, favoreça a participação nas decisões e associe a construção de suporte ao exame dos preconceitos da pessoa terapeuta. Conclui que o enfrentamento do etarismo requer reconhecer a pluralidade das velhices e articular o cuidado clínico a respostas institucionais e coletivas que ampliem as condições de participação.
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