Creative adjustment and double bind in psychosis
:a phenomenological analysis of the film Shine (1996)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21922728Keywords:
Psychosis, Gestalt therapy, Double bind, Creative adjustment, Phenomenology, Mental HealthAbstract
This theoretical-reflective essay analyzes the film Shine (1996) from a phenomenological-relational perspective, understanding psychosis as a creative adjustment and a singular mode of organizing experience. The analysis investigates the paradoxical interactional dynamics present in the relationship between David Helfgott and his father, discussing the impacts of a relational environment marked by contradictory messages on the character’s subjective constitution. The study then approaches psychological suffering through the lens of Gestalt Therapy, exploring the processes of awareness, contact boundary, and contact interruptions throughout David’s trajectory. The article also problematizes psychiatric institutionalization and the stigma surrounding madness, discussing art, especially music, as an existential territory capable of fostering reorganizations of contact, reconstruction of bonds, and processes of subjective deinstitutionalization.
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