EDITORIAL

Marcelo Pinheiro da Silva

Este novo número da IGT na Rede está sendo lançado logo após a realização  do “I Simpósio IGT de Psicologia e Virtualidade”. A proximidade excessiva em  relação ao evento impede que este seja um número temático, recebendo as  produções referentes ao mesmo. Estas produções deverão constar no próximo  número de nossa revista. Porém seria impossível não comentarmos sobre o  simpósio neste editorial.

Foi um evento internacional, em que pudemos contar com a contribuição de um  representante da Itália. Igor Luceri pôde nos relatar sobre os caminhos  desenvolvidos por nossos colegas italianos, no que se refere a aproximação  entre psicologia e virtualidade. Diferente de nós, os psicólogos italianos não  impuseram limites em relação as práticas ligadas a virtualidade.  

Nós brasileiros, por quase 20 anos, temos discutido a adequação ou não da  utilização dos recursos ligados a virtualidade por parte de nossa classe. Isto  demonstra uma grande preocupação em relação a qualidade de nossas  práticas, porém este mesmo cuidado impediu que ao longo deste mesmo  periodo tivéssemos a oportunidade de viver experiências práticas e que  passássemos a discutir sobre o desenvolvimento de novas formas de atuação,  coerentes com estas novas experiências.  

Agora estamos autorizados, podemos viver estas novas realidades e construir  novas práticas. Por um lado, fica a impressão de estarmos com um atraso de  20 anos, por outro fica a esperança de que este tempo de espera tenha nos  ajudado a construir uma maturidade mínima que possa nos favorecer nas  novas construções que temos à nossa frente.

Cabe ressaltar que o relato de nosso colega Italiano conta de um período inicial  sem problemas éticos significativos no que se refere às práticas online.  Segundo seu relato, na Itália, da mesma forma que no Brasil, a ampla maioria  dos processos éticos se mantiveram ligados aos documentos escritos  apresentados em processos judiciais. A liberdade dos psicólogos Italianos no  que tange às práticas ligadas a virtualidade não foi convertido em problemas  éticos.

Não vou me aprofundar mais no que se refere ao “I Simpósio IGT de psicologia  e virtualidade”, pois o nosso próximo editorial provavelmente também versará sobre este tema. Nosso próximo número provavelmente será temático e trará  vídeos e artigos ligados ao Simpósio. Neste próximo editorial buscarei  descrever de forma mais detalhada a contribuição dos vários participantes que

contribuíram para o brilho de nosso evento. Certamente este Simpósio será o  primeiro de uma série que terá como objetivo contribuir com a apropriação por  nossa classe de recursos tão importantes em nosso momento histórico.

Marcelo Pinheiro da Silva

Editor Chefe da revista virtual IGT na Rede.

NOTAS

Psicólogo Marcelo Pinheiro CRP nº 05/16.499 Gestalt-terapeuta, Mestre em  Psicologia Social (UERJ), Especialista em Psicologia Clínica pelo CRP,  Especialista em Psicologia Organizacional pelo CRP, Especialista em  atendimento de casal e família na abordagem sistêmica (I.T.F.- RJ),  Coordenador do curso Especialização em Psicologia Clínica - Gestalt-Terapia  (Indivíduo, Grupo e Família), Editor chefe da Revista Virtual IGT na Rede,  Coordenador do Centro de Documentação da Gestalt-Terapia Brasileira e  sócio-fundador do IGT. Presidiu do XIV Congresso Internacional de Gestalt Terapia Rio 2015.

Endereço para correspondência:

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Endereço eletrônico: igtnarede@igt.psc.br; marcelo@igt.psc.br

Revista IGT na Rede, v. 15, nº 29, 2018, p.129-130 DOI 10.5281/zenodo.15058484

Disponível em http://www.igt.psc.br/ojs ISSN: 1807-2526